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terça-feira, 19 de maio de 2015

sábado, 2 de agosto de 2014

Quando Ferro entrevista Hitler


"Começa metendo “eu” na reportagem (Chego a Munique…) e vai prosseguir com uma escrita viva e coloquial. Junta a isso o sentido de oportunidade do bom jornalista: pouco depois de o Partido Nazi ter começado a sua ascensão institucional (em setembro de 1930, com 107 deputados tornara-se o segundo maior partido no parlamento alemão, Reichstag, só ultrapassado pelos socialistas), o repórter internacional do DN António Ferro, vindo de Berlim, desce do wagon-lits na capital da Baviera. Vai “para ver Hitler, para falar a Hitler, para conhecer o herói do romance…”, em Munique, a cidade onde as fardas paramilitares das SA impõem já a ordem castanha. (...) Ao seu hotel vai ter um enviado do partido, um alemão enorme, chegado de bicicleta: um bávaro cordial, insinuante, duma instintiva amabilidade, uma daquelas canecas altas, acolhedoras, espumantes da Casa da Cerveja, da Hofbrauhaus.
Este homem, que Ferro julga ser um simples funcionário do partido, vai dar-lhe a má notícia de que Hitler não dá entrevistas a quem não fala alemão mas só o odiado francês… Hanfstaengl também se inquieta com a condecoração que o português traz ao peito, mas não, não é a Légion d’Honneur, é a Cruz de Cristo, portuguesa – tranquiliza Ferro, que, no entanto, a guarda no bolso. O jornalista insiste, mostra o seu livro Viagem à Volta das Ditaduras, entrevistas a Mussolini, ao espanhol Primo de Rivera, ao turco Atatürk… -, Ferro quer convencer com o seu gosto por homens fortes (e ainda não escrevera Salazar, o Homem e a Obra, que só seria publicado em 1933). Hanfstaengl morde o isco e pede-lhe para ele dedicar um exemplar a Hitler. (...)"

Ferreira Fernandes
DN, 2 de Agosto de 2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Festa redonda


A Fernanda de Castro
e António Ferro
à sua partida para Berna - esta lembrança
do seu velho camarada

Vitorino Nemésio

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Doido, completamente doido


"Fernanda de Castro registou nas suas memórias a viagem ao Brasil em 1922, onde por sinal casou, apadrinhados por Gago Coutinho, com António Ferro por então mobilizado na apresentação da sua peça teatral “Mar Alto”, que correu em São Paulo e no Rio – e haveria de criar burburinho em Lisboa, no ano seguinte –, e em conferências. Além da já referida, também “A Idade do Jazz-band”, lidas ambas em digressão triunfal pelo Brasil, com acolhimento de Oswald de Andrade, que Fernanda de Castro (igualmente colaboradora da Contemporânea) diria ser doido, completamente doido, apesar de tudo, diferente do seu marido que considerava, apenas, atrevido e ousado. (...)"

Luís Bigotte Chorão 
no blogue Malomil, aqui

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Memórias de José Almeida Araújo


"Desde o meu regresso da Suécia que Jean Cocteau e Marcel Pagnol, dois futuros "imortais" - designação respeitosa não isenta de ironia dispensada aos membros da Académie Française - me tinham oferecido conselho. (...) São encontros que fiquei a dever às recomendações amigas de António Ferro e Fernanda de Castro. (...) Fui sempre bem recebido no grande apartamento da Calçada dos Caetanos, hoje rua João Pereira da Rosa. Infelizmente, nem sempre foram reconhecidos por tantos que tanto ajudaram. A ingratidão, a par com a ausência de dignidade e coragem, moral e física, sempre foram e continuam a ser postura dos que, há mais de trinta anos, apelidei no semanário Expresso de "amnésicos de cravo ao peito".

José Almeida Araújo
A vida aos pedaços - Memórias
Edição de Autor (2012), pp. 57-59.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Diário de Lisboa, 9 de Outubro de 1923

António Ferro, chega do Brasil, deixa a Ilustração Portuguesa e regressa ao Diário de Lisboa. No dia 9 de Outubro de 1923, no nº 769 do Diário de Lisboa, escreve: