quinta-feira, 4 de junho de 2009

Até que um Dia...

"Meus versos eram rosas, lírios, heras,
borboletas, regatos, cotovias
cantando suas doces melodias,
anjos, sereias, ninfas e quimeras.

Meus versos eram pombas entre as feras
e, na festa das horas e dos dias,
ia dançando penas e alegrias
e o ano tinha quatro primaveras.

E a festa continua... é também festa
o cardo e a urze, o tojo, a murta, a giesta,
a chuva no beiral, o vento Norte,

o gosto a mar, a lágrimas, a sal,
até que um dia a vida, a bem ou mal,
exausta de cantar me empreste à morte."

Fernanda de Castro, in «E Eu, Saudosa, Saudosa»

3 comentários:

Dany Ziroldo disse...

Olá Antonio,

Estive pesquisando sobre Cecília Meireles e encontro o nome desta poeta portuguesa: Fernanda de Castro.

Não a conhecia e por curiosidade resolvi fazer uma busca na internet e encontrei seu blog.

Confesso que fiquei encantada com os versos desta poeta...

Parabéns pelo blog!

Abraços!

Dany Ziroldo

Carlos Eduardo Amaral disse...

Descobri casualmente este blog e gostaria muito de agradecer pela divulgação da poesia de Fernanda de Castro, pela qual me encantei. Saudações do outro lado do Atlântico (Recife, Brasil).

Ana disse...

adoro o blog, por favor nunca deixem de postar.
Fernanda de Castro era uma grande poetisa, e o voco blog e' o que (no meu conhecimento) tem maior variadade de obras dela


Beijinhos :)